Cenário político de 2018 evidencia investimentos no exterior

As boas perspectivas de investimentos em 2018 tornam o cenário perfeito para quem pretende investir em renda fixa e variável no país. Contudo, há um grande detalhe a ser considerado para o próximo ano: as eleições de 2018. O próximo ano será marcado pelas eleições que promoverão o presidente que governará o país nos próximos quatro anos. Sendo assim, mesmo com taxas de juros em queda e uma retomada econômica em ascensão, alguns investimentos poderão sofrer interferências das eleições.

Por isso, a atual estratégia para quem deseja se blindar dessas oscilações é buscar investimentos fora do país. Dentre as alternativas de investimentos disponíveis está o COE, que na sigla em inglês significa Certificado de Operações Estruturadas. Essa modalidade de investimento tem sido adotada mais vigorosamente pelos brasileiros, pois oferece, na maioria dos casos, 100% de proteção para o capital investido. Esse investimento ainda permite que brasileiros possam aplicar valores em ativos com indexação em mercados internacionais.

Além de todos os benefícios já citados do COE, esse investimento combina duas ótimas opções de investimentos, que é a proteção da renda fixa com a rentabilidade da renda variável. Para se ter uma ideia, essa combinação seria o mesmo que investir em ações, mas com riscos menores.

Para a opção de renda variável do COE, há ativos indexados em diversos tipos de investimentos, como índices de ações (do Brasil ou do exterior), juros, moedas, ações do mundo todo e commodities.

Quando o COE foi lançado no Brasil, as aplicações só podiam ser feitas por investidores com grande poder aquisitivo. Contudo, os preços dos COEs atuais estão bem abaixo dos valores iniciais, sendo um grande atrativo para investidores que possuem um capital menor, mas esperam uma ótima rentabilidade.

Atualmente, algumas corretoras já oferecem COEs a partir de R$ 5 mil. Mas esse diferencial ainda não é o grande atrativo do investimento. Muitos investidores procuram o COE por causa do “capital protegido” contra qualquer tipo de prejuízo.

Para entender melhor como funciona, confira o exemplo: imagine que você comprou um COE com vencimento de 6 meses que está atrelado a algum índice de ações internacional. Suponhamos que esse índice caiu no período em que você comprou, o comum a se pensar seria que todo o dinheiro investido foi perdido por causa da desvalorização do ativo. Contudo, no COE você pode receber todo o dinheiro de volta caso o índice perca fique abaixo do valor de mercado que estava quando você iniciou as operações, e ainda recebe um acréscimo chamado de “cupom”, que corresponde a taxa de juro acumulada em relação ao período em que a operação esteve aberta.