Novo presidente da Caixa elevará os juros imobiliário para a classe média

De acordo com Pedro Guimarães, novo presidente da Caixa Econômica Federal que assumiu o cargo no dia 7 de janeiro de 2019, a classe média deve pagar mais juros em crédito habitacional. Segundo Guimarães, especialista em economia, as atuais taxas de crédito imobiliário de clientes com maior poder aquisitivo devem ser reajustadas para mais. As notícias sobre o reajuste da taxa de crédito para a classe média e mudanças na administração da Caixa foram divulgadas na cerimônia de posse do novo presidente ocorrida no dia 7 de janeiro deste ano.

“Os clientes da classe média devem pagar mais. Caso não queiram pagar mais, então que vão buscar crédito no Bradesco, no Itaú e no Santander. Clientes de classe média que vierem buscar crédito imobiliário na Caixa, certamente irão pagar juros maiores do que os cobrados no Minha Casa Minha Vida, que serão juros de mercado. O objetivo da instituição é respeitar o mercado, respeitar a lei da oferta e da demanda”, disse Guimarães.

Quando foi questionado sobre a elevação dos juros em financiamento de imóveis pela Caixa, Guimarães disse que isso irá “depender”. Mas deixou claro que não haveria mudanças para as pessoas com o perfil financeiro para compra de imóveis no Minha Casa Minha Vida. “Pessoas que necessitam do programa Minha Casa Minha Vida não terão reajuste de juros na compra da casa própria”, afirmou o novo presidente da Caixa.

Desenvolvido em 2009 pelo Governo Federal, o programa Minha Casa Miha Vida foi criado com o objetivo de atender 4 diferentes faixas de famílias com renda baixa. A faixa 1 não faz a cobrança de juros, e foi desenvolvida para atender famílias com renda bruta até R$ 1.800,00 por mês. A faixa 1,5 atende famílias com renda bruta até R$ 2.600,00 por mês, e cobra juros de 5% a.a (ao ano). Já nas faixas 2 e 3, a cobrança de juros é de 7% e 8,16%, respectivamente, sendo destinado a famílias com renda até R$ 9 mil.

Em relação a administração do banco, o novo presidente veio com força total para novas mudanças e captação de valores. Uma das estratégias anunciadas no dia de sua posse foi a abertura de capital ligado à Caixa Econômica Federal ainda este ano. Estão previstas de duas a três operações em 2019 para o levantamento de recursos que irão possibilitar o pagamento da dívida da Caixa com o Tesouro Nacional, que está na casa dos R$ 40 bilhões.