Previsão anual de desenvolvimento econômico da América Latina é reduzida para 0,9%

Ante ao vagaroso desenvolvimento da economia de alguns países latino-americanos, mais uma vez o Banco Mundial (BM) reduziu o percentual de crescimento previsto para 2019. Agora a estimativa de expansão econômica para a América Latina passou de 1,7% para 0,9%. A retração alegada se dá pela fragilidade dos países Brasil, Argentina e México, além do mencionado, “trágico colapso” que vem ocorrendo na Venezuela.

Sem considerar a Venezuela, a previsão de avanço feita pelo BM para a América Latina juntamente com o Caribe é de 1,9% para 2019. Para o ano de 2020, a estimativa de crescimento, nos mesmos termos, é de 2,7%. Já a previsão completa da região não pode ser feita por causa da falta de informações acerca da Venezuela.

Carlos Vegh, economista-chefe do BM para América Latina e Caribe, diz esperar que estas nações com a economia comprometida possam trabalhar no desenvolvimento de mecanismos de proteção social para ajudar a população mais vulnerável durante os períodos de desaceleração.

Segundo Vegh, a proteção proveniente dos programas sociais usados para amenizar os impactos gerados pelas crises econômicas é comum em países desenvolvidos, porém não estão devidamente disseminados nesta região. Para ele, este é um compromisso “pendente” na América Latina. Esta agenda deveria assegurar que o indivíduo que conseguiu escapar da pobreza não retroceda em sua condição.

Axel van Trotsenburg, vice-presidente do BM para a região, opinou dizendo que para estimular um desenvolvimento “inclusivo e sustentável” é importante e necessário que sejam realizadas algumas reformas na economia.

Individualmente, para 2019, o Banco Mundial estima que o Brasil alavanque a economia em 2,2%. A projeção para o México é um desenvolvimento de 1,7%. Já para a Argentina, a previsão é uma queda de 1,3% no PIB do país.

Na visão do BM, a situação apresentada pela Venezuela é bastante preocupante e delicada, pois acredita-se que o país esteja passando pela pior instabilidade da história moderna da região latino-americana. Para a instituição, as políticas governamentais deturpadas, a queda no valor do petróleo e a má gestão da economia local são pontos que vêm contribuindo para a rápida deterioração socioeconômica do país.