Taxa de desemprego recua para 12,5% com estabilidade da população ocupada

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego recuou para 12,5% no mês de abril deste ano. Segundo as notícias divulgadas pela instituição, mesmo com o recuo, 13,2 milhões de brasileiros ainda estão desempregados no Brasil. Os dados foram divulgados pelo instituto no dia 31 de maio de 2019 e são referentes ao trimestre encerrado no mês de abril de 2019.

Após 3 altas consecutivas da taxa de desemprego, esta é a primeira queda observada. Embora a taxa tenha registrado queda em abril, o recuo é muito leve quando comparado com a última alta registrada no trimestre que encerrou em março, onde o desemprego chegou a 12,7%. Já na comparação com o ano passado, o mês de abril deste ano apresentou um recuo na taxa de desemprego de 0,4 ponto percentual. Isso porque no ano passado a taxa estava em 12,9% no mês de abril.

No caso da população ocupada, o IBGE apontou que 92,4 milhões de brasileiros estavam nessa situação em abril deste ano. Comparado ao mês de março, a população ocupada permaneceu praticamente estável com crescimento leve de 501 mil pessoas. Já na comparação anual, 1,9 milhão de pessoas, que é equivalente a 2,1% do total, passaram a fazer parte da população ocupada em abril deste ano. No ano passado, 90,4 milhões de pessoas estavam nesta situação.

O crescimento pequeno da população ocupada no país na comparação de abril e março deste ano, é o dobro do que foi observado na população desempregada, que teve um pequeno avanço de 210 mil pessoas. Outras 31 mil pessoas entraram para a situação de desalento, que é quando a população desiste de procurar emprego. Tanto o aumento do desalento quanto da população ocupada faz com que a taxa de desemprego diminua e isso proporciona uma percepção errada de recuo na taxa de desemprego.

Ainda assim, Cimar Azeredo que é coordenador de pesquisa no IBGE informou que foi uma grande surpresa o fato da população ocupada ter se mantido estável entre os meses de março e abril deste ano, considerando que a taxa tem caído fortemente ao longo dos últimos meses. Na opinião de Azeredo, se não fosse a estabilidade da população ocupada a taxa de desemprego estaria muito pior.